Tardia
Entre o silêncio da noite e a esperança do amanhecer, nasce um amor que chegou tarde, mas intenso o bastante para permanecer.
Doce desejo,
Inocente pecado.
Do meu céu, tu —
tu és minha lua de prata.
Meus mais belos sonhos ao escurecer,
a luz cuja beleza insiste
em tocar meus olhos fechados
pelo desejo
que ainda pergunta:
“És tu?”
A intimidade não revela segredos;
não os expõe — os guarda.
Guarda... guarda…
A luz que soa forte atordoa,
e as estrelas ao teu redor
desenham tua áurea:
bela, brilhante, apaixonante…
Quem dera fosses minha,
minha vida ao amanhecer.
— (maio 2017)
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 054
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