Saudade
Onde o fim floresce em novos começos.
Sentado num banco,
Embaixo de uma árvore seca,
Eu me pego a pensar,
O que será do amanhã?
Se a árvore seca, as folhas caem,
O que vem depois delas?
Se não outras folhas,
Ou quem sabe flores?
A certeza é
Que tudo o que se vai deixa saudade,
E tudo o que fica, marca.
Resta saber:
Devemos ficar,
Ou devemos voar?
Sinceramente, eu não sei
O que pensar.
Só sei que
Posso te amar,
Mas também posso te deixar.
Porque amar, às vezes,
Não é segurar…
É abrir as mãos,
Mesmo querendo ficar.
É ver partir,
Com o coração em silêncio,
E ainda assim acreditar
Que a vida sabe o caminho.
Se não fores inteira,
Então que sejas em qualquer lugar,
Pois pior que perder,
É ter sem alcançar.
Se o tempo for gentil,
E os caminhos se cruzarem outra vez,
Que seja leve,
Como quem nunca deixou de se encontrar.
E se um dia, no vento,
Teu nome voltar,
Que venha como saudade boa…
Daquelas que sabem esperar.
E hoje eu ainda espero,
Como quem acolhe a primavera,
Teu nome voltar—
Não como quem perdeu,
Mas como quem ainda guarda
Um lugar.
Não como folha seca,
Mas como flor
Que o tempo há de fazer voltar.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 030
Comentários ( 2)
"Parabéns meu amigo! Chocada! Você escreveu naquele banquinho do estacionamento? Sucesso👏👏👏👏👏👏"
"Oi Carol, desculpe te responder. Foi isso mesmo, reflexivo né? Que bom que vocẽ gostou! Criei um canal do whatsapp, se quiser se inscrever, todas as novidades posto lá! https://whatsapp.com/channel/0029Vb8JmVUJpe8aASpleY1b Obrigado e bom trabalho!"