Quando o Amor Acontece
Entre tantos caminhos vazios, encontrei em você o lugar onde minha alma decidiu ficar.
Eu procurava.
Sem saber exatamente o quê.
Procurava em rostos, em ruas,
em conversas vazias,
em noites que terminavam cedo demais.
Procurava algo que meus olhos não viam,
mas que meu coração insistia em esperar.
E continuei procurando.
Até você.
Depois que te encontrei,
não quero mais me perder de mim
nem perder você.
Todos duvidam.
Todos dizem que o amor acaba,
que o tempo muda tudo,
que sentimentos se desfazem como chuva no vidro.
Mas, ainda assim, Deus acredita.
E talvez seja por isso
que teu nome chegou tão silenciosamente
e ocupou todos os espaços
que antes eram vazios em mim.
Porque existem pessoas
que passam pela nossa vida,
e existem pessoas
que se tornam a própria vida.
Você se tornou abrigo.
E se um dia me perguntarem
o que é amar alguém de verdade,
direi que é entregar o coração
sem precisar arrancar a própria alma.
É encontrar paz
mesmo em meio ao caos.
Não sou louco.
Só descobri tarde demais
que o amor verdadeiro
não escolhe lugar perfeito,
hora certa
ou momento preparado.
Ele nasce em um lugar qualquer.
Num acaso qualquer.
Num olhar distraído.
E, quando nasce,
faz morada dentro do peito.
Guardado junto da razão
que agora caminha de mãos dadas
com esse amor que me atravessa inteiro.
Um amor que não prende,
mas permanece.
Que não sufoca,
mas salva.
Porque quando o amor acontece,
tudo muda junto com ele.
O mundo desacelera.
O medo perde força.
A vida ganha sentido.
E Deus, lá de cima,
abençoa aquilo que é verdadeiro.
Pois o amor que vem da verdade
não nasce para machucar.
Nasce para permanecer.
E quando o amor acontece de verdade,
nem a distância,
nem o tempo,
nem as dores do mundo
conseguem separá-lo.
Porque o amor…
o amor verdadeiro
sempre encontra um jeito de voltar para casa.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 042
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