Poesias

Onde o Vento Guarda Teu Nome

Entre o amanhecer, o voo das aves e a saudade, existem lembranças que o tempo não consegue levar.

21/05/2026 às 08:02 Edição № 050/ 2026 22 leituras
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Onde o Vento Guarda Teu Nome

Pego-me a pensar,

Observando as aves voarem,

Sob o amanhecer do dia,

Como a luz destaca

E faz brilhar

Cores tão vivas e límpidas

Sob o horizonte quase azul

Amarelado

Pelo tempo.

 

O vento,

Calmo,

As sustenta

E mesmo que não vemos

Sabemos que há ali

Algo para se voarem

Sob as casas, mesmo que

Sob ventos

Tão turbulentos.

 

Seu canto é breve,

Nos faz notar que estão ali

Mesmo que

Não estejamos a observar.

Assim,

Sob a beleza

Desse belo dia,

Meus pensamentos voam

Sustentados pela

Saudade

E pela lembrança do seu sorriso

Estático,

Fino, quase eterno.

 

Como quem silencia o mundo

Sem precisar dizer palavra alguma,

Teu olhar repousava em mim

Como o sol repousa

Sobre a manhã tranquila.

 

E eu, perdido entre memórias,

Ainda escuto tua voz

Misturada ao vento,

Como se o próprio tempo

Se recusasse

A deixar você partir.

 

Porque há pessoas

Que simplesmente existem,

Em nós,

Mesmo ausentes,

Habitando os pequenos detalhes:

Na luz dourada do amanhecer,

No voo distante das aves,

Ou nesse coração inquieto

Que ainda aprende

A amar você em silêncio.


E. Mendes, em Goiânia.

Publicado na Edição Sequencial 050

Comentários ( 2)

Cristina 21/05/2026 23:52

"Poema leve, sensível e cheio de saudade. Gostei do vento, das aves, ficou muito bonito! Parabéns ☺️"

Autor 23/05/2026 12:50

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