Onde o Vento Guarda Teu Nome
Entre o amanhecer, o voo das aves e a saudade, existem lembranças que o tempo não consegue levar.
Pego-me a pensar,
Observando as aves voarem,
Sob o amanhecer do dia,
Como a luz destaca
E faz brilhar
Cores tão vivas e límpidas
Sob o horizonte quase azul
Amarelado
Pelo tempo.
O vento,
Calmo,
As sustenta
E mesmo que não vemos
Sabemos que há ali
Algo para se voarem
Sob as casas, mesmo que
Sob ventos
Tão turbulentos.
Seu canto é breve,
Nos faz notar que estão ali
Mesmo que
Não estejamos a observar.
Assim,
Sob a beleza
Desse belo dia,
Meus pensamentos voam
Sustentados pela
Saudade
E pela lembrança do seu sorriso
Estático,
Fino, quase eterno.
Como quem silencia o mundo
Sem precisar dizer palavra alguma,
Teu olhar repousava em mim
Como o sol repousa
Sobre a manhã tranquila.
E eu, perdido entre memórias,
Ainda escuto tua voz
Misturada ao vento,
Como se o próprio tempo
Se recusasse
A deixar você partir.
Porque há pessoas
Que simplesmente existem,
Em nós,
Mesmo ausentes,
Habitando os pequenos detalhes:
Na luz dourada do amanhecer,
No voo distante das aves,
Ou nesse coração inquieto
Que ainda aprende
A amar você em silêncio.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 050
Comentários ( 2)
"Poema leve, sensível e cheio de saudade. Gostei do vento, das aves, ficou muito bonito! Parabéns ☺️"
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