Luz
Um amor que não precisa de distância para existir.
Luz,
tu acendes em mim
o que o mundo não conseguiu apagar.
Mesmo quando tudo é sombra,
é teu nome que ilumina
os cantos mais quietos do meu peito.
Explica-me…
como alguém pode estar tão longe
e ainda assim morar tão perto?
Entre dúvidas e silêncios,
é em ti que eu repouso —
como quem encontra abrigo
sem precisar pedir.
Teu carinho ainda me alcança,
como um sopro leve,
como perfume que insiste em ficar
mesmo depois da despedida.
E essa saudade…
não dói apenas —
ela aquece.
Assusta, sim,
porque me mostra
o quanto és parte de mim.
Luz,
se és metade do que sou
ou apenas o que me completa,
já não importa.
O que importa
é que, mesmo perdido,
meu caminho sempre encontra
um jeito de te procurar.
E, se amar é isso —
sentir-te mesmo na ausência,
guardar-te mesmo no silêncio —
então eu aceito:
foi em ti
que eu aprendi a amar ❤️
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 034
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