Eterno
O infinito começa quando te encontrei.
Eterno
Numa bela noite,
suave, calma, calada,
o mundo silencia
só para ouvir dois corações.
A lua, lá no alto,
derrama sua luz sobre nós,
como se entendesse
o que nem palavras alcançam.
As estrelas, distantes,
parecem invejar
o brilho que nasce do teu olhar.
Há algo em você
que acalma o que em mim é tempestade.
Algo que me ensina, sem dizer,
a leveza de simplesmente existir.
O sol e a lua,
tão belos em seus caminhos,
vivem de encontros impossíveis…
mas nós,
mesmo frágeis,
mesmo humanos,
nos encontramos…
e isso já é milagre.
Amar você
é como o mar em calmaria:
profundo, sereno, infinito…
mas cheio de vida
em cada detalhe escondido.
Se o tempo tentar nos separar,
que tente.
Pois o que nasce na alma
não conhece distância.
E se tudo um dia se apagar,
se o mundo inteiro silenciar…
ainda assim,
em algum lugar além do fim,
eu vou te amar.
Porque entre a vida e a morte,
se existir algo eterno,
será nós.
(Poesia criada em 07/01/05)
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 029
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