Depois da tempestade, eu floresco
Depois da minha tempestade, a calmaria vem.
Há noites em que minha mente se enche demais,
como um céu carregado de nuvens que não sabem chover.
São pensamentos que começam,
mas se perdem antes de chegar,
palavras que quase existem,
sentimentos que não encontram voz.
Tudo em mim transborda…
mas nada se resolve.
Até que, de repente,
a tempestade me encontra por dentro.
Ela vem intensa,
latejante,
como um coração que bate fora do compasso.
E dói.
Dói como se cada excesso
pedisse passagem,
como se tudo que ficou guardado
decidisse, enfim, ir embora.
Mas, no meio do caos,
há algo bonito acontecendo.
Silenciosamente,
o que pesa se desfaz,
o que fere se dissolve,
e o que ainda ama… aprende a perdoar.
É como se, entre uma dor e outra,
minha alma se tornasse mais leve.
E então… tudo passa.
A tempestade se despede,
o céu se abre devagar,
e dentro de mim nasce um novo lugar.
Calmo.
Sereno.
Quase como um recomeço.
E nesse silêncio que fica,
eu me reencontro,
mais vazio, sim…
mas também mais pronto.
Pronto para sentir de novo,
para sonhar de novo,
para, quem sabe,
florescer com mais verdade.
Mas, no fundo, eu sei…
que o amor mais bonito
talvez seja aquele que aprende
a acalmar a tempestade
antes mesmo dela existir.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 033
Comentários ( 2)
"Perfeito! Parabéns 👏🏻👏🏻👏🏻"
"Muito obrigado Cida Anjos! Fico muito feliz que tenha gostado 😁"