Caminhos
Entre escolhas, perdas e o destino que insiste em nos encontrar.
Longos e distantes,
uma distração, outro caminho.
As ruas se entrelaçam.
Ambas são unânimes:
só segue quem realmente quer.
No dilúvio da vida,
perguntas e respostas permanecem perdidas.
A dúvida e o ódio,
pecados que insistem em parecer comuns.
Quem não erra?
O medo e a aflição
caminham ao nosso lado.
Mas qual é o caminho a seguir?
Meu coração, aflogístico,
arde sem consumir-se.
A afonia vem depois,
quando até o silêncio perde a voz.
As ruas preparam-te para tudo:
morte,
ilusão,
ignorância,
afrontamento.
São quatro estradas diferentes,
mas o destino parece o mesmo.
A rua é uma só.
O atalho sempre se oferece.
As luzes se acendem.
Na perfeição, o sol se põe.
Num sobressalto, os olhos se abrem.
Afoito, decido voltar.
Puxa... como está longe.
No outro caminho,
os anjos são imperceptíveis.
As ruas voltam a se entrelaçar.
Entre novas ruas continuo andando.
Tantas ruas...
para chegar a uma única avenida.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 079
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