Amar ou não amar?
Entre encontros e saudades, é no amor que a alma encontra seu lugar.
Amar…
é se entregar sem medo,
é sentir o coração florescer
mesmo em dias nublados.
Não amar…
é silêncio demais,
é um vazio que ecoa
onde poderia existir você.
E eu me pergunto:
como não amar,
se é no amor
que a vida ganha cor?
Porque amar
é encontrar abrigo em outro peito,
é ser cuidado sem pedir,
é saber que, em algum lugar,
existe alguém
que pensa em você com carinho.
Quem ama, permanece.
Mesmo longe,
se faz presença,
em lembranças,
em saudades,
em pequenos detalhes do dia.
O amor mora onde os olhos não veem:
no toque que ficou na memória,
na voz que ainda acalma,
no sentimento que insiste em ficar.
É um amor que não se apaga,
não se perde,
não se desfaz…
Ele cresce.
Constrói mundos mais bonitos,
faz o simples virar eterno,
e transforma qualquer instante
em algo que vale a pena guardar.
E se às vezes confunde,
se mistura verdade com sonho…
ainda assim,
vale a pena.
Porque no fim,
tudo que o coração quer
é amar,
e ser amado.
E. Mendes, em Goiânia.
Publicado na Edição Sequencial 028
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